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Para uma boa qualidade de vida o indivíduo deve aprender a manter-se relaxado, de modo a prevenir o “stress” e manter um estado de consciência que lhe permita alcançar, com eficiência, aquilo a que se propõe no seu dia-a-dia.

Muitas vezes alguém se propõe a relaxar um pouco ou mesmo dormir, mas não consegue alcançar a paz e a harmonia desejadas. Para alcançar esse estado, não basta fechar os olhos simplesmente. Quantas vezes fecham-se os olhos e continua-se vendo os problemas, medos, preocupações, complicações mentais e tudo aquilo que não agrada. Nestes casos, a agitação mental frustra o intento. Para relaxar, não basta querer fazê-lo.

Para alcançar bons resultados, a questão prende-se à fisiologia do cérebro. A chave para o imediato relaxamento físico e mental está na diminuição do agitado ritmo do cérebro, que se deve aprender a modificar. É indispensável que o cérebro funcione em determinada freqüência; que esta seja mais pausada (Brun, 1992).

Quando em atividade, cada neurônio produz certa quantidade de eletricidade - infinitesimal, se comparada às grandezas que normalmente são manipuladas - que, na atividade conjunta de milhões de neurônios, emite uma pulsação elétrica com determinada freqüência, a qual é passível de aferição gráfica através dos eletroencefalogramas. Estes nada mais são que o sensoreamento das ondas cerebrais.

Hoje se sabe que os neurônios comunicam-se entre si por meio de impulsos elétricos. Foi com base nesta descoberta que se desenvolveu um aparelho chamado eletroencefalógrafo, que registra graficamente as ondas cerebrais, o qual mais tarde deu origem ao detetor de mentiras - um aparelho que nada mais faz do que acusar certo desordenamento nas ondas cerebrais quando uma pessoa está faltando com a verdade (Bañol, 198-).

Graças a essas descobertas e ao aperfeiçoamento desses instrumentos, os cientistas puderam detectar com os aparelhos de seus laboratórios, por meio de diversas experiências, que o cérebro gera fundamentalmente quatro tipos ou comprimentos de ondas. Verificaram que o cérebro emite tais ondas variáveis em distintas freqüências, correspondendo a diferentes estados de consciência.

É impossível obter-se bom relaxamento sem a respiração rítmica e a concentração adequada. Não se obtém concentração sem a imaginação consciente. Não se alcança a correta imaginação sem a música.

A ciência vem desenvolvendo vários estudos sobre os neurotransmissores, que são substâncias químicas através das quais os neurônios do cérebro comunicam-se entre si a grandes velocidades. Quando alguém tenta se recordar de alguma coisa, certo grupo de neurônios produz e libera uma certa substância química - os neurotransmissores - que enviam sinais elétricos a outros neurônios. Com isso se produz a comunicação cerebral, que surge depois, na mente, em forma de imagem, conceito ou recordação (Bañol, 198-).

O cérebro, por ser o local mais importante do corpo humano, está protegido de diversas formas, dentre as quais, pela camada hemoencefálica, que o protege contra muitas substâncias químicas da corrente sangüínea. São poucas as substâncias que essas barreiras deixam chegar até o cérebro. Por isso, os remédios para combater problemas cerebrais são raros e ministrados sob rigoroso controle.

Entretanto, a música, por ser energia em forma sonora, alcança e atravessa essas barreiras, produzindo assim efeitos que muitos medicamentos não conseguem. É por isso que certo tipo de música acalma ou diminui a dor, pelo fato de colocar os neurônios em estado de repouso, o que leva à desconexão eletroquímica das células cerebrais com os nervos do resto do corpo. Em outras palavras, a música funciona como se fosse um preparado anestésico.

Assim, sempre que alguém se sinta cansado, em casa ou no escritório, pode colocar um par de fones de ouvido, do seu aparelho de som, e faça uma completa “massagem” sonora no seu cérebro.

O uso correto da respiração, ao lado da música, é muito importante quando se quer relaxar o corpo, por dois motivos básicos: 
- primeiro: melhor oxigenação do cérebro; 
- segundo: sincronização biológica.

Obedecendo a esse princípio da respiração rítmica, o indivíduo faz com que seu cérebro funcione melhor, tenha maior poder de concentração e agudeza mental.

Assim, muitos benefícios podem ser obtidos se, simplesmente, você respirar ordenada e ritmicamente. E, quando se combina respiração com música, os benefícios são dobrados.

Em condições normais, a mente, o corpo e a emoções trabalham cada qual de acordo com seu próprio ritmo. Quando uma pessoa passa a respirar de forma consciente, controlada e de acordo com um certo padrão, logo percebe que todo seu corpo, mente e emoções se integram. O resultado dessa sincronização é uma grande sensação de bem estar, conforto e descanso.

                 (extraído de O Desenvolvimento do Autodomínio, de Celso René Vieira)

 
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