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O que é Meditar?


Normalmente a meditação é tida como uma reflexão ou alguma forma de pensamento usada em combinação com palavras, imagens ou conceitos. A meditação, contudo, é justamente "não pensar" acerca de coisa alguma.

 

Rajneesh costumava dizer que meditar é buscar um estado de "não mente", de modo a atingir um estado de consciência pura, sem conteúdo. Para ele a mente seria comparável a um espelho coberto de poeira, sendo essa sujeira a viva representação dos desejos, memórias, ambições etc., em um tráfego contínuo e fora de controle. 
A meditação nos leva à consciência de que não somos a mente. Ela começa com o silêncio da mente.

 

A prática do silêncio mental, ou seja qual for o nome que se dê a essa modalidade de exercício, é uma das disciplinas mais comuns às diversas escolas filosóficas ou religiosas. Esta técnica consiste em reduzir-se as tensões da mente, acalmando os processos mentais, recobrando um estado de quietude profunda e inspiradora além da mente superficial, sempre caótica e assaltada por toda sorte de pensamentos e reações. Esta meditação é o não fazer, não enredar-se com os pensamentos, não divagar nem perder-se em lembranças ou expectativas. 

 

Há muitas técnicas de meditação, dentre as quais se podem citar as de linhagem zen, as sufis, as praticadas no yoga, bem como aquelas que são próprias de certas religiões. Embora presente em quase todas elas, a meditação não pressupõe nenhuma fé religiosa. As meditações cristãs procuram a união com o Cristo, as muçulmanas com Alá, as indianas com o Atman (o Eu Superior), as judaicas com Jeová, e assim por diante.

 

A meditação pode também aparecer como forma de superação de si mesmo, desenvolvimento da consciência, iluminação interior (samadhi para o yoga, satori para o budismo zen), ou simplesmente como um método de autocontrole para quem estiver preocupado apenas com o dia-a-dia.

 

A meditação diferencia-se de qualquer tipo de transe ou hipnose, pois o praticante, longe de perder a consciência, procura justamente ampliá-la. Difere também das preces e orações, uma vez que não comporta qualquer tipo de súplica ou pedido.

 

A prática meditativa pode se desenvolver individualmente ou em grupo, mas de preferência em um ambiente calmo e para tal destinado.

 

Quanto à postura do corpo, há uma infinidade de opções, sobretudo quando se vislumbra a meditação empregada no yoga; entretanto, o recomendado é que seja a mais confortável possível. Até existem técnicas de meditação estática e dinâmica. As primeiras exigem total imobilidade do praticante, enquanto as segundas empregam cantos e/ou danças. Há meditações com os olhos abertos e há igualmente com os olhos fechados.

 

Enfim, verifica-se que não existe uma forma mais correta que a outra. A maioria dos autores indica que o próprio indivíduo, pela sua estrutura psicossomática peculiar, deverá escolher a modalidade que melhor lhe assente. O certo é que não se confunda a meditação, que é um processo de silêncio mental, com as técnicas empregadas, pois estas não passam de ferramentas, deixadas de lado quando se atinja o estado de consciência desejado.

                                                      Celso René Vieira

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